Médica veterinária lidera produção industrial de queijo em SP | G1
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Médica veterinária lidera produção industrial de queijo em SP | G1

Jaqueline Calore, 33 anos, é médica veterinária e atua há cinco anos como responsável técnica na indústria de queijaria de Adamantina (SP) — Foto: Reprodução

O oeste paulista está ganhando cada vez mais destaque na produção de queijos. Em Adamantina (SP), duas queijarias fazem parte das Rotas do Queijo da Alta Paulista e, em uma delas, uma médica veterinária lidera a produção industrial do alimento, "empoderando" o setor.

Além disso, recentemente, Presidente Prudente (SP) foi escolhida como uma das cinco cidades para sediar centros-piloto de referência queijeira do estado.

Ao g1, Eriston Bellusci, representante da queijaria, reforçou que a criação da associação surgiu da união dos produtores rurais da região, que buscavam fortalecer a atividade leiteira, organizar a produção da agricultura familiar e agregar valor ao leite produzido nas propriedades.

Diariamente, a empresa recebe cerca de mil litros de leite, totalizando aproximadamente 30 mil litros por mês. "O queijo vai além do alimento. Ele representa geração de renda, permanência das famílias no campo e valorização da agricultura familiar", afirmou.

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  • Desde 2003, queijaria fomenta agricultura familiar e produz quase 30 mil litros de leite por mês em Adamantina (SP) — Foto: Reprodução

    Produção

    Produção

    Segundo os representantes, o queijo é um alimento "democrático", presente em diferentes mesas e contextos sociais.

    Além disso, o queijo se tornou "empoderado", já que uma mulher é quem está à frente da produção na indústria. Jaqueline Calore, de 33 anos, é médica veterinária e atua há cinco anos como responsável técnica pela produção.

    Aog1, Jaqueline comenta a relação da área de formação com a área industrial. "O médico veterinário é responsável por garantir a qualidade e a segurança dos produtos, assegurando que estejam dentro das normas sanitárias e próprios para o consumo."

    No setor de laticínios, a especialista afirma que atua diretamente no controle de qualidade do leite e de seus derivados, contribuindo para a saúde pública. Ela também acompanha e garante a qualidade do leite desde a recepção da matéria-prima até o produto final, além de liderar uma equipe com oito colaboradores.

    Jaqueline Calore, 33 anos, é médica veterinária e atua há cinco anos como responsável técnica na indústria de queijaria de Adamantina (SP) — Foto: Reprodução

    "Realizo o controle de qualidade, supervisiono os processos industriais, asseguro o cumprimento das normas sanitárias e das exigências dos órgãos fiscalizadores. Para mim, é motivo de orgulho contribuir com a qualidade de um alimento tão essencial como o leite", afirmou.

    Além disso, a associação participa da cadeia produtiva do jatobá, valorizando a fruta nativa do Cerrado por meio de:

    • Peça artesanal maturada e finalizada com licor de jatobá;
    • Queijo branco recheado com creme de jatobá com amendoim;
    • Queijo branco recheado com creme de jatobá com avelã.

  • Peça artesanal maturada e finalizada com licor de jatobá;
  • Queijo branco recheado com creme de jatobá com amendoim;
  • Queijo branco recheado com creme de jatobá com avelã.
  • Outros insumos locais, como mel, também integram a cadeia produtiva, sendo utilizados para finalizar o queijo meia cura, assim como o café produzido na região. Já os produtos mais vendidos na queijaria são muçarela artesanal, nozinho, requeijão de corte e leite.

    Queijaria de Adamantina integra as Rotas do Queijo da Alta Paulista

    Representantes

    Representantes

    Assim como a Leite e Jóia, a Queijos Monte Alegre também faz parte das Rotas do Queijo da Alta Paulista, representando Adamantina.

    Ao g1, a proprietária da Queijos Monte Alegre, Francieli Simionato Silveira, relembra como surgiu a ideia de produzir queijo, há quase 10 anos, em Adamantina. "Começamos a produzir queijos artesanais em 2017, mas a paixão por leite e derivados vem de longa data."

    Francieli é médica veterinária e o marido, Stefano Roberto Silveira Jr., é técnico em agropecuária. Eles uniram seus diferentes conhecimentos para trazer inovação à produção.

    "A ideia surgiu a partir do desejo de inovar na região e fazer algo para permanecermos no sítio da família, termos uma renda e criarmos nossos filhos aqui", diz a proprietária.

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