A Universidade de São Paulo (USP) determinou a demissão do professor José Maurício Rosolen, do campus de Ribeirão Preto, acusado de assediar sexualmente alunas. A decisão foi acatada pela diretoria da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, onde o docente atuava, após uma série de denúncias e manifestações da comunidade acadêmica. O professor já se encontrava afastado de suas funções.
Os casos, que teriam ocorrido entre 2021 e 2024, envolvem alunas do programa de pós-graduação do Departamento de Química. As denúncias levaram à abertura de um processo administrativo e ao afastamento de Rosolen de suas atividades na faculdade por um período de um ano, entre março de 2025 e março de 2026. No entanto, seu retorno ao campus no início deste mês gerou uma onda de revolta entre os estudantes, que organizaram protestos e trouxeram o assunto de volta ao centro das discussões, pressionando a reitoria por uma medida definitiva.
Paralelamente ao processo administrativo da universidade, o caso também tramitou na esfera policial. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, uma investigação sobre as denúncias foi realizada e o inquérito correspondente foi encerrado em setembro de 2025, com o relatório encaminhado à Justiça. Agora, com a decisão pela demissão, a USP determinou que o caso seja novamente enviado à Polícia Civil para reavaliação.
A demissão do professor representa o desfecho de uma longa mobilização dos estudantes e de uma rigorosa apuração interna. A medida reflete a gravidade das acusações e a resposta da universidade à pressão da comunidade acadêmica por um ambiente mais seguro e livre de assédio.