Kiss: Justiça concede liberdade condicional a assistente de banda | G1
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Kiss: Justiça concede liberdade condicional a assistente de banda | G1

Condenado no caso Kiss vai para regime aberto

A Justiça concedeu liberdade condicional a Luciano Bonilha Leão, ajudante da Banda Gurizada Fandangueira e um dos quatro condenados no caso da Boate Kiss. A decisão, de segunda-feira (2), é assinada pela juíza Barbara Mendes de Sant'anna e atende a um pedido da defesa.

"O histórico prisional positivo, a ausência de faltas disciplinares, o cumprimento regular das condições impostas nos regimes anteriores e a inserção em atividades laborais ou educacionais constituem indicativos objetivos de assimilação da reprimenda por parte do apenado e de suas condições para a reinserção social de forma gradual", sustenta a magistrada.

O benefício está condicionado ao cumprimento dos seguintes requisitos:

  • apresentação pessoal e obrigatória ao juízo, trimestralmente;
  • manter ocupação lícita, comprovando-a nos autos em 30 dias;
  • não possuir ou portar armas;
  • não se envolver em novos delitos.
  • Com o livramento condicional, Bonilha deve retirar, ainda nesta terça-feira (3), a tornozeleira eletrônica que usava desde o dia 30 de janeiro, quando passou a cumprir a pena em regime aberto.

    A progressão foi concedidaapós ele cumprir 28% da pena, que foi recalculada em agosto de 2025 para 11 anos de prisão.

    Réu Luciano Bonilha Leão se emociona durante júri — Foto: Juliano Verardi/Imprensa TJ-RS

    Decisões anteriores

    Decisões anteriores

    Os condenados tiveram as penas reduzidas em julgamento que ocorreu no dia 26 de agosto, o que permitiu aos quatro progredir para o regime semiaberto em razão de parte da pena já cumprida (entenda abaixo).

    O Ministério Público (MP) ingressou na Justiça com um recurso pedindo a modificação da decisão que reduziu as penas. Conforme o MP, o objetivo é restabelecer as condenações aplicadas pelo Tribunal do Júri em dezembro de 2021.

    Kiko Spohr, Mauro Hoffmann, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão durante o júri da Boate Kiss — Foto: TJ-RS

    Penas diminuídas

    Penas diminuídas

    No julgamento, a 1ª Câmara Especial Criminal do Tribunal de Justiça do RS manteve a validade do júri e decidiu, por unanimidade, reduzir as penas dos réus condenados. Foram mantidas as prisões de Elissandro Spohr, Mauro Hoffmann, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão. Veja abaixo.

    Como eram as penas dos condenados e como ficam

    A relatora do caso, desembargadora Rosane Wanner da Silva Bordasch,rejeitou a tese das defesas dos condenados de que a decisão dos jurados foi contrária às provas apresentadas no processo.

    "As penas finais ficam, portanto, em 11 anos de reclusão para Luciano e Marcelo, e 12 anos de reclusão para Elisandro e Mauro no regime fechado. Por fim, são mantidas também as prisões dos acusados, tendo em vista o regime inicial fixado e o entendimento sufragado pelo STF", disse a desembargadora.

    Os desembargadores Luiz Antônio Alves Capra e Viviane de Faria Miranda seguiram o voto da relatora.

    Desembargadores determinam redução de pena dos quatro condenados pelo incêndio na Kiss

    Relembre o caso

    Relembre o caso

    • Cronologia: do incêndio à decisão que ordenou volta de condenados à prisão
    • Série documental do Globoplay relembra tragédia
    • MEMÓRIA GLOBO: Incêndio da boate Kiss

  • Cronologia: do incêndio à decisão que ordenou volta de condenados à prisão
  • Série documental do Globoplay relembra tragédia
  • MEMÓRIA GLOBO: Incêndio da boate Kiss
  • A maioria das vítimas do incêndio na Boate Kiss morreu por asfixia após inalar a fumaça tóxica gerada quando o fogo atingiu a espuma que revestia o teto do palco, onde a banda dos músicos se apresentava. Um artefato pirotécnico usado por um dos membros da banda teria dado início ao fogo.

    Centenas de pessoas ficaram desesperadas e começaram a correr em busca de uma saída.

    Segundo bombeiros que fizeram o primeiro atendimento da ocorrência, muitas vítimas tentaram escapar pelo banheiro do estabelecimento e acabaram morrendo.

    Boate Kiss: 1ª Câmara Especial Criminal do TJRS julga recursos de condenados — Foto: Eduardo Paganella/RBS TV

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