O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, Simepar, está em Campina Grande do Sul nesta quarta-feira, 18, para investigar os estragos provocados pelo temporal que atinge a cidade na tarde de terça-feira, 17. Técnicos realizam um sobrevoo com drone na área afetada para analisar os danos e entender o fenômeno.
De acordo com o órgão, não há indícios de formação de tornado. A avaliação preliminar aponta que o evento foi causado por uma microexplosão, também conhecida como downburst.
Volume de chuva elevado em curto período
A estação Campina Grande do Sul, Capivari, registra 55,4 milímetros de chuva até as 18h30 de terça-feira. Do total, 21,2 mm e 24,2 mm caem em dois intervalos de apenas 15 minutos cada.
O Simepar informa que não há medição específica das rajadas de vento na região, mas destaca que o alto volume de chuva em curto espaço de tempo é característico dos temporais que avançam pelo Paraná.
Tornado é descartado
Após análise de imagens de radar, satélite e sensores de raios, os meteorologistas não identificam sinais de vento em rotação que indiquem tornado.
Segundo a avaliação técnica, somente o surgimento de um vídeo mais detalhado poderia comprovar um movimento rotacional muito localizado que não tenha sido captado pelos equipamentos. Até o momento, essa hipótese é considerada improvável.
O que é uma microexplosão
A microexplosão ocorre quando uma coluna de ar frio desce rapidamente da nuvem de tempestade em direção ao solo. Diferentemente do tornado, não há rotação.
Ao atingir o chão, essa massa de ar se espalha com força, provocando rajadas intensas de vento em linha reta, o que pode causar destruição concentrada em determinada área.