Primeiro-ministro do país se manifestou sobre a cessão da base do Reino Unido aos EUA, e reafirmou posicionamento
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GERADO EM: 02/03/2026 - 14:23
Reino Unido autoriza uso de bases para interceptar mísseis iranianos
O Reino Unido autorizou os EUA a utilizarem suas bases para interceptar mísseis iranianos após um ataque iraniano à base britânica em Chipre. O primeiro-ministro Keir Starmer enfatizou que a decisão não implica na entrada do Reino Unido na ofensiva ao lado de Israel e EUA, mas visa prevenir ataques iranianos que poderiam resultar em mortes civis. França e Alemanha também consideram permitir operações americanas para neutralizar mísseis iranianos.
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O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira que a autorização dada no dia anterior para o uso de bases britânicas pelos Estados Unidos não representa a entrada formal do país na ofensiva ao lado de Israel e dos EUA, mas foi uma decisão tomada “para evitar que o Irã dispare mísseis por toda a região” e cause a morte de civis. Após a autorização, uma base aérea britânica foi atingida por um drone iraniano no Chipre e outros dois foram interceptados.
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De acordo com Starmer, o Reino Unido acatou, no domingo, o pedido dos Estados Unidos para utilizar bases britânicas com o objetivo de interceptar mísseis iranianos "ainda na origem". Segundo ele, França e Alemanha também estariam dispostas a permitir operações americanas a partir de seus territórios, com o objetivo de neutralizar a capacidade de lançamento de mísseis do Irã.
— O Reino Unido não está em guerra — reiterou o secretário de Estado encarregado do Oriente Médio, Hamish Falconer, à BBC.
Mais Sobre Irã
É a primeira vez que um país da União Europeia sofre um ataque desde o início da guerra no Oriente Médio no sábado, quando bombardeios atingiram o Irã. A base de Akrotiri, território de ultramar do Reino Unido desde a independência de Chipre em 1960, é a maior da força aérea britânica fora de seu país, com mais de 3.500 trabalhadores, disponibilidade de escolas, centro médico, igrejas e outras instalações.
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O porta-voz do governo do Chipre, Konstantinos Letymbiotis, disse nesta segunda-feira que solicitará garantias ao Reino Unido de que a base atingida pelo Irã "não seja utilizada com outros fins que não sejam humanitários". Após os bombardeios, familiares dos funcionários da base foram enviados para residências próximas como "medida de precaução". Segundo o Ministério da Defesa britânico, a base segue com operações dentro da normalidade e com seus funcionários posicionados.
Um dos dois principais aeroportos do país, Pafos, também foi esvaziado. Cerca de sessenta voos com destino e procedência de Pafos e Lárnaca tiveram que ser cancelados.