Luis de la Fuente falou sobre a preocupação em realizar a partida com a escalada de violência no Oriente Médio após ataques dos EUA e de Israel
Por O Globo com La Nacion — Rio de Janeiro
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GERADO EM: 02/03/2026 - 18:32
Finalíssima entre Espanha e Argentina pode mudar de local devido a tensões no Oriente Médio
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A guerra no Oriente Médio — iniciada no último sábado após os Estados Unidos e Israel atacarem o Irã — tem se expendido para países vizinhos. Entre os atingidos está o Catar, que mantém seu espaço aéreo e acessos pelo mar fechados desde então. Com esse cenário, que não tem previsão de melhora, em especial após a coletiva do presidentes dos EUA, Donald Trump, em que afirmou que os ataques ao Irã podem se estender por semanas, o calendário esportivo também sofre impacto.
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Nesse contexto, Luis de la Fuente, técnico da seleção espanhola, falou à Rádio Nacional do seu país e foi questionado sobre a partida que tem gerado tantas controvérsias desde 2024, entre o calendário europeu lotado e a clara relutância, dos próprios técnicos, em realizá-la poucos meses antes da Copa do Mundo de 2026.
O treinador, campeão da Eurocopa, ofereceu detalhes sobre a situação em torno de uma partida que já tinha esgotado seus 89 mil ingressos.
— Sabemos que conversas e negociações estão em andamento. A prioridade, obviamente, é que a sociedade ponha fim ao conflito. Agora, como eles já estão envolvidos e não sabemos quanto tempo isso vai durar, estão tentando encontrar uma solução — explicou o treinador, com certa hesitação.
No entanto, as poucas palavras que dedicou ao assunto foram suficientes para concluir que a tão aguardada partida não corria o risco de ser adiada, pelo menos por enquanto. De la Fuente insinuou que uma alternativa estava sendo considerada pelos organizadores:
— Até que possa ser disputada lá, a solução, pelo que entendi, seria encontrar outro local, se possível.
Enquanto alguns se mostram otimistas e esclarecem que a decisão do Catar é provisória devido ao início dos bombardeios ocorridos nas últimas horas, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, país aliado de Israel, pareceu simultaneamente descartar qualquer garantia e afirmar que as operações militares contra o Irã poderiam durar pelo menos "quatro semanas".
— Eu entendo, acredite, que sim, a ideia é manter essa data e a partida. Acho que é para aí que todas as negociações estão caminhando, por parte das pessoas que estão trabalhando nisso, claro, em todos os níveis — concluiu o ex-jogador de 64 anos.
Explosões, fumaça e destruição: as imagens do ataque de EUA e Israel ao Irã
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Imagem capturada da televisão estatal iraniana mostra o local que seria da escola da escola primária para meninas na província iraniana de Hormozgan, perto do estreito de Ormuz. — Foto: IRIB TV / AFP
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Frame de vídeo mostra pessoas inspecionando os danos em um local atingido após ataques dos EUA e de Israel em Teerã, no Irã — Foto: AFP
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Frame de vídeo de redes sociais mostram explosões em Teerã após EUA e Israel bombardearem a capital em ataque coordenado ao Irã — Foto: AFP
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Uma nuvem de fumaça se eleva após uma explosão relatada em Teerã após EUA e Israel bombardearem capital em ataque coordenado. — Foto: ATTA KENARE / AFP
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Projétil iraniano atinge base naval dos EUA no Bahrein — Foto: AFP
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Fumaça sobe nos céus de Abu Dhabi em meio a ataque retaliatório do Irã por agressões dos EUA e Israel — Foto: AFP
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O rastro de um foguete do sistema de defesa antimíssil Domo de Ferro de Israel é visível sobre os céus de Jerusalém — Foto: JACK GUEZ / AFP
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Fumaça de um ataque aéreo israelense na área sul do Líbano, al-Qatrani. EUA e Israel bombardearem a capital do Irã, Teerã, em ataque coordenado — Foto: Rabih DAHER / AFP
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EUA e Israel lançam ataque coordenado contra o Irã; bombas no Teerã (foto) começaram na manhã deste sábado (28) — Foto: ATTA KENARE / AFP
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Pessoas correm para se abrigar ao som das sirenes em Tel Aviv. As Forças Armadas de Israel afirmaram que seus ataques contra o Irã, em coordenação com os Estados Unidos, atingiram dezenas de instalações militares. — Foto: Jack GUEZ / AFP
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Motoristas lotam ruas de Teerã, capital iraniana — Foto: AFP
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O rastro de um foguete do sistema de defesa antimíssil Domo de Ferro de Israel é visível sobre os céus de Jerusalém — Foto: JACK GUEZ / AFP
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