Desvio ilegal de rio que prejudicou cidade fez Isac Diógenes elaborar sistema de monitoramento para racionalizar o uso
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GERADO EM: 27/02/2026 - 22:01
Estudante do IFCE conquista prêmio com sistema de monitoramento de água acessível
Isac Diógenes, estudante de Tecnologia em Redes de Computadores do IFCE, desenvolveu um sistema de monitoramento de água baseado em IoT, que lhe rendeu o segundo lugar no Prêmio Jovem Cientista. Motivado por um desvio ilegal no Rio Jaguaribe, seu projeto visa otimizar o consumo de água no sertão cearense. Com custo de R$ 100, o sistema é acessível e busca melhorar a gestão hídrica em ambientes de pequeno porte.
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No sertão cearense, onde a água é recurso estratégico e escasso, o estudante Isac Diógenes, de 22 anos, decidiu transformar inquietação em tecnologia. Graduando em Tecnologia em Redes de Computadores pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), ele criou um sistema de monitoramento do fluxo de água baseado em internet das coisas (IoT) e de baixo custo.
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Morador de Jaguaribe, na Caatinga cearense, Diógenes viu de perto os desafios da segurança hídrica. A ideia ganhou ainda mais força após um desvio ilegal no curso do Rio Jaguaribe, em 2024, que comprometeu o abastecimento da cidade. Segundo ele, na gestão tradicional do abastecimento, em que as medições costumam ser manuais e esporádicas, não há rigor no controle do fluxo. A falta de dados em tempo real impede a detecção rápida de vazamentos, dificulta o combate ao desperdício e limita a formulação de estratégias para otimizar o consumo de forma mais consciente.
— A criação de ferramentas tecnológicas acessíveis, precisas e de baixo custo não é apenas uma inovação, mas uma necessidade urgente para garantir a resiliência e a sustentabilidade das comunidades do sertão — argumenta.
O protótipo integra três softwares autorais a um hardware composto por microcontrolador, sensor de fluxo e regulador de tensão, conectados via Wi-Fi. Uma API transforma os dados coletados em informações exibidas em aplicativo de interface simples. Testado em laboratório e com custo aproximado de R$ 100, o sistema foi pensado para ambientes hidráulicos de pequeno porte — de residências urbanas a propriedades rurais — ,ampliando o controle do consumo e incentivando o uso racional da água.
O interesse de Diógenes pela tecnologia surgiu ainda no ensino médio, quando, trabalhando em um escritório, ouviu que a automação substituiria postos de trabalho. Decidiu então “desenvolver a tecnologia em vez de ser substituído por ela”. Incentivado por professores e integrado ao Grupo de Pesquisa em Informática Aplicada, Redes e Telecomunicações, amadureceu a proposta que agora pretende testar em campo.
— Meu plano para o projeto, atualmente, é patenteá-lo e iniciar sua comercialização. Com iniciativa privada ou governamental, conseguirei consolidar a tecnologia e, enfim, entregá-la ao consumidor — conclui.