Contraventor foi detido na manhã desta quinta-feira em Cabo Frio; contra ele, havia cinco mandados de prisão preventiva
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GERADO EM: 26/02/2026 - 14:43
Prisão de Adilsinho em Cabo Frio chama atenção por corte bicolor
Adilsinho, conhecido contraventor, foi preso em Cabo Frio com destaque para seu corte de cabelo bicolor que gerou comentários nas redes sociais. As imagens sem seu habitual boné revelaram cabelos pretos no topo e grisalhos nas laterais, chamando atenção pela aparência considerada "malfeita". Especialistas afirmam que o corte foi intencional, apesar de não seguir tendências.
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Considerado “o mais sanguinário dos capos do jogo do bicho”, Adilson Coutinho Oliveira Filho, o Adilsinho, foi preso na manhã desta quinta-feira, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ), com atuação da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil. As imagens que o mostram sem o boné, chegando de helicóptero à sede da PF, chamaram atenção nas redes sociais, onde internautas passaram a se perguntar o que aconteceu com seu cabelo.
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As imagens públicas do contraventor são raras e, nelas, o estilo do corte parece ter mudado pouco ao longo do tempo. O que intrigou o público que acompanhou a ação foi o cabelo bicolor. Ao ser imobilizado na área gourmet da mansão, ele usava um boné branco. Já ao chegar à sede da PF, aparece sem o adereço.
A parte superior do cabelo mantém a coloração preta habitual, enquanto a nuca e as laterais estão grisalhas, em uma diferença abrupta. Divididas ao meio, as mechas também apresentam falhas típicas de calvície.
Adilsinho é preso pela PF e Polícia Civil do Rio
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Adilsinho chegando na PF — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
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Adilsinho chegando na PF — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
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Adilsinho é preso pela PF e Polícia Civil do Rio — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
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Adilsinho preso na PF — Foto: Márcia Foletto
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O bicheiro Adilsinho é preso em Cabo Frio — Foto: Divulgação PCERJ
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Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, é preso pela PF e Polícia Civil do Rio — Foto: Divulgação/ PCERJ
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Adilsinho sendo preso nesta quinta-feira — Foto: Reprodução
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Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, é preso pela PF e Polícia Civil do Rio — Foto: Divulgação/ PCERJ
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Adilsinho é preso em mansão em Cabo Frio — Foto: Divulgação PCERJ
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Casa em Cabo Frio, em que Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, foi preso pela PF e Polícia Civil do Rio — Foto: Divulgação/ PCERJ
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Nas redes, internautas brincam que “tudo bem prender” Adilsinho, mas que divulgar sua imagem sem o boné seria “esculacho”. O usuário chegou até a pedir que a “perucaria do Salgueiro faça alguma coisa”: o contraventor é patrono da escola de samba.
Outros comentários sobre o mesmo tema também surgiram, com comparações ao corte de cabelo do líder norte-coreano Kim Jong-un e até ao penteado do personagem de desenho animado Piu-Piu, em sua versão “raivosa”.
Além disso, referências ao estilo do personagem Thomas Shelby, da série britânica "Peaky Blinders", também apareceram nos comentários.
O barbeiro Roger Edwy explica que o estilo de Adilsinho não é clássico nem tradicional, tampouco algo em alta entre os visuais masculinos. Segundo ele, para muitos, o corte pode parecer malfeito, resultado comumente associado a tentativas de cortar o cabelo em casa. No entanto, pontua que o visual foi proposital.
Em fotos públicas de Adilsinho — tanto em sua última aparição no Salgueiro, em março de 2024, quanto na comemoração de seus 51 anos, no Copacabana Palace, em 2021 — o corte de cabelo mudou pouco. A coloração preta era uniforme, e o topo da cabeça concentrava a maior quantidade de fios.
Agora, próximo de completar 56 anos, os fios grisalhos começaram a aparecer, acompanhados de uma área de calvície na parte frontal da cabeça. Roger destaca que a coloração preta no topo pode ser natural, já que muitos homens passam a apresentar cabelos brancos nas laterais antes do topo.
— Na foto frontal, o couro cabeludo aparece claro. Quando há aplicação de tinta, essa região costuma ficar mais escura — explica.
Segundo ele, como a parte branca não é uniforme, os fios não estão descoloridos propositalmente, mas apenas grisalhos.
A prisão
A prisão
Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, é preso
— Foi a terceira tentativa de prisão, muito dificultada pela proteção, sobretudo de policiais, que goza principalmente a máfia do jogo do bicho. E hoje a gente conseguiu aprender o mais sanguinário dos capos do jogo do bicho — afirmou Galvão.
Adilsinho foi preso em uma residência em Cabo Frio após dois meses de monitoramento. De acordo com as investigações, ele evitava permanecer por muito tempo no mesmo local, utilizava imóveis alugados e se deslocava com frequência para áreas de fronteira, especialmente no Paraná e em Mato Grosso, tanto para despistar as autoridades quanto para manter contatos no mercado ilegal de cigarros.
Contra ele havia cinco mandados de prisão preventiva em aberto — quatro por homicídio e um por organização criminosa — além de mandado expedido pela Justiça Federal.
Na casa onde se escondia, também foi preso o policial militar Diego Darribada Rebello de Lima, apontado como integrante da equipe de segurança do contraventor.