Estudo com mais de 270 mil pessoas aponta que níveis elevados de tirosina no sangue podem reduzir a longevidade masculina em quase um ano
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GERADO EM: 26/02/2026 - 17:49
Estudo: Níveis Altos de Tirosina Podem Reduzir Vida de Homens
Um estudo publicado na revista Aging-US sugere que altos níveis de tirosina no sangue podem reduzir a expectativa de vida em homens em quase um ano. Realizado por pesquisadores das universidades de Hong Kong e Georgia, o estudo analisou dados de 270 mil pessoas do UK Biobank. A tirosina, presente em alimentos ricos em proteína e suplementos, mostrou uma relação potencialmente causal com a mortalidade masculina, enquanto a fenilalanina não apresentou tal associação. Os resultados levantam questões sobre o impacto de suplementos de tirosina na longevidade.
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Um aminoácido amplamente comercializado como suplemento para melhorar foco e desempenho mental pode estar associado à redução da expectativa de vida em homens. A conclusão é de um estudo publicado na revista Aging-US, que analisou a relação entre dois compostos comuns — fenilalanina e tirosina — e a longevidade.
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O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Hong-Kong e da Universidade da Georgia. A equipe investigou se os níveis desses aminoácidos no sangue estariam associados ao tempo de vida.
Alimentos ultraprocessados são risco para a saúde
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Ultraprocessados, como biscoitos, devem ficar mais baratos do que alimentos saudáveis. — Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo
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O consumo de ultraprocessados pode afetar o controle emocional e aumentar a impulsividade — Foto: Freepik
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Alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar — Foto: Freepik
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Alimentos ultraprocessados, como nuggests, batata frita e refrigerante — Foto: Ezequiel Demaestri
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Alimentos ultraprocessados — Foto: Freepik
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Cachorro quente e batata frita são exemplos de alimentos enquadrados como ultraprocessados. — Foto: Freepik.com
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Os alimentos ultraprocessados podem influenciar funções cerebrais ligadas ao comportamento violento — Foto: Freepik
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Os ultraprocessados são hiperpalatáveis — Foto: Freepik
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Os ultraprocessados são feitos para serem consumidos em grande quantidade — Foto: Freepik
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Instituto de Defesa dos Consumidores (Idec) divulgou relatório sobre agrotóxicos em ultraprocessados — Foto: Freepik
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A fenilalanina e a tirosina são substâncias presentes naturalmente em alimentos ricos em proteína e também vendidas como suplementos alimentares. Elas desempenham funções importantes no metabolismo e na atividade cerebral. A tirosina, em especial, participa da produção de neurotransmissores como a dopamina, ligada ao humor, à motivação e ao desempenho cognitivo — o que explica seu apelo comercial.
Para avaliar possíveis impactos na longevidade, os cientistas analisaram dados genéticos e de saúde de mais de 270 mil participantes do UK Biobank, um dos maiores bancos de dados biomédicos do mundo. Foram utilizados tanto dados observacionais quanto modelagens genéticas para verificar a relação entre os níveis sanguíneos dos aminoácidos e a mortalidade.
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Inicialmente, ambos pareciam associados a maior risco de morte. No entanto, após análises mais aprofundadas, apenas a tirosina manteve uma relação consistente e potencialmente causal com menor expectativa de vida em homens. Modelagens genéticas indicaram que homens com níveis elevados de tirosina poderiam viver, em média, quase um ano a menos. Entre as mulheres, não foi identificada associação significativa.
O vínculo permaneceu mesmo após o controle de outros fatores, incluindo a fenilalanina. Como destacam os autores: “A fenilalanina não apresentou associação com a expectativa de vida em homens ou mulheres após o controle para a tirosina.”
Os pesquisadores também observaram que homens, em geral, apresentam níveis mais altos de tirosina do que mulheres, o que pode ajudar a explicar parte da diferença histórica na expectativa de vida entre os sexos.
Ainda não está claro por que a tirosina teria esse efeito específico em homens. Uma das hipóteses envolve a resistência à insulina, condição associada a diversas doenças relacionadas ao envelhecimento. A tirosina também participa da produção de neurotransmissores ligados ao estresse, que podem afetar vias metabólicas e hormonais de forma distinta em homens e mulheres.
Embora o estudo não tenha avaliado diretamente o uso de suplementos de tirosina, os resultados levantam questionamentos sobre seus possíveis efeitos de longo prazo. Os autores sugerem que pessoas com níveis elevados do aminoácido poderiam se beneficiar de ajustes na dieta, como a moderação do consumo total de proteínas, estratégia que potencialmente reduziria a concentração de tirosina no organismo.
Os cientistas ressaltam, porém, que mais pesquisas são necessárias para confirmar os achados e determinar se mudanças alimentares ou de estilo de vida podem reduzir com segurança os níveis de tirosina e, de fato, contribuir para uma vida mais longa.