Planeta HD 176986 d tem massa até sete vezes maior e orbita estrela anã laranja do tipo K
Por O Globo — Ilhas Canárias
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GERADO EM: 26/02/2026 - 10:09
Descoberta "Superterra" HD 176986 d a 91 anos-luz da Terra
Astrônomos do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias descobriram um novo planeta, a "superterra" HD 176986 d, orbitando a estrela HD 176986, uma anã laranja tipo K, a 91 anos-luz da Terra. Com massa até sete vezes maior que a Terra, este planeta completa sua órbita em 61,4 dias. A descoberta adiciona um terceiro planeta ao sistema, já conhecido por abrigar HD 176986 b e c.
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Uma equipe científica internacional identificou uma nova superterra orbitando a estrela HD 176986, uma anã laranja do tipo K, ligeiramente menor que o Sol e localizada a cerca de 91 anos-luz da Terra. A descoberta foi liderada pelo Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC) e publicada na revista Astronomy & Astrophysics.
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Com o novo achado, sobe para três o número de planetas conhecidos no sistema. De acordo com a CNN, a estrela HD 176986 já havia sido identificada como hospedeira de planetas em 2018, quando pesquisadores detectaram dois corpos com períodos orbitais de 6,5 e 16,8 dias, batizados de HD 176986 b e HD 176986 c.
— Continuamos a observar a estrela durante anos com instrumentos de última geração e foi muito gratificante quando, após compilar todas as observações, surgiu o sinal do terceiro planeta — afirmou Nicola Nari, primeiro autor do estudo e doutorando do IAC.
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O novo mundo, HD 176986 d, tem massa mínima inferior a sete vezes a da Terra, posicionando-se entre seus dois vizinhos no sistema: o planeta mais interno tem cerca de cinco massas terrestres, enquanto o mais externo alcança aproximadamente dez.
Habitat Marte, que simula a realidade do planeta vermelho
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Habitat Marte, que simula a realidade do planeta vermelho — Foto: Reprodução
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Habitat Marte, que simula a realidade do planeta vermelho — Foto: Reprodução
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Segundo o IAC, apenas cerca de uma dúzia de planetas com períodos orbitais superiores a 50 dias e massas abaixo de sete vezes a da Terra são conhecidos atualmente.
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Planetas pequenos e mais distantes de suas estrelas produzem sinais muito fracos nos instrumentos de observação. Isso exige campanhas de monitoramento prolongadas e grande volume de dados para confirmar sua existência com segurança — como ocorreu neste caso.
A estrela está a aproximadamente 91 anos-luz da Terra. Um ano-luz equivale a cerca de 9,46 trilhões de quilômetros.