Primeira-ministra do Japão rejeita mudança na sucessão imperial e defende manutenção de regra que exclui mulheres
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Primeira-ministra do Japão rejeita mudança na sucessão imperial e defende manutenção de regra que exclui mulheres

Sanae Takaichi afirma no Parlamento que governo respeita relatório favorável à linhagem masculina, apesar de apoio popular a mulheres no trono

Por AFP — Tóquio

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    GERADO EM: 27/02/2026 - 05:48

    Primeira-ministra do Japão mantém exclusão de mulheres na sucessão imperial

    A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, reafirmou no Parlamento a manutenção das regras de sucessão imperial, que excluem mulheres, apesar do apoio popular à mudança. Takaichi apoia o relatório que limita a sucessão aos homens da linhagem imperial. A questão surge enquanto o príncipe Hisahito, único herdeiro masculino, atinge a maioridade, em meio a tensões entre Japão e China.

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    A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou na sexta-feira, diante do Parlamento, ser contrária à alteração das regras de sucessão da família imperial, que restringem o trono aos homens e excluem mulheres e seus descendentes.

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  • Primeira mulher a chefiar o governo japonês, Takaichi declarou que acata as conclusões de um painel de especialistas encarregado de discutir o tema. O grupo considerou “apropriado limitar a elegibilidade aos descendentes homens da linha masculina pertencentes à linhagem imperial”.

    “O governo, e eu mesma, respeitamos este relatório”, sustentou.

    Anteriormente, a premiê havia classificado a revisão das normas da Casa Imperial como “uma questão urgente”.

    Pela tradição, apenas homens podem dar continuidade à linhagem imperial — que, segundo a lenda, remonta a cerca de 2.600 anos. Apesar disso, pesquisas de opinião indicam amplo apoio popular à possibilidade de uma mulher ocupar o Trono do Crisântemo.

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    'Skeletonics', um traje produzido pelo fabricante japonês de robôs Robot Ride, em exibição na zona de emergência e mobilidade do 'Japan Mobility Show' em Tóquio — Foto: KAZUHIRO NOGI / AFP

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    Homem veste o 'Skeletonics', um traje produzido pelo fabricante japonês de robôs Robot Ride, e move obstáculos durante uma demonstração no Japan Mobility Show em Tóquio — Foto: KAZUHIRO NOGI / AFP

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    Uma mulher é carregada em uma maca-robô produzida pela Attraclab, durante uma demonstração no Japan Mobility Show em Tóquio — Foto: KAZUHIRO NOGI / AFP

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    K-RACER-X1, uma aeronave não tripulada de decolagem e pouso vertical (VTOL) de médio porte desenvolvida pela Kawasaki Heavy Industries, em exibição na zona de emergência e mobilidade do Japan Mobility Show em Tóquio — Foto: KAZUHIRO NOGI / AFP

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    Um homem veste o 'Skeletonics', um traje produzido pelo fabricante japonês de robôs Robot Ride, e move obstáculos durante uma demonstração no Japan Mobility Show em Tóquio — Foto: KAZUHIRO NOGI / AFP

    Em setembro, o Japão celebrou a maioridade do príncipe Hisahito, único herdeiro homem na linha de sucessão. Sobrinho do imperador Naruhito, ele ocupa a segunda posição na ordem sucessória, atrás de seu pai, a quem cabe assegurar a continuidade da família imperial.

    Embora o imperador não detenha poder político, a instituição mantém elevado valor simbólico no Japão.

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