Chuvas em MG: vídeo mostra resgate de cão retirado com vida dos escombros após deslizamento em Juiz de Fora
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Chuvas em MG: vídeo mostra resgate de cão retirado com vida dos escombros após deslizamento em Juiz de Fora

As mortes em Minas subiram para 64; Bombeiros já atenderam mais de 80 chamados de soterramento e resgataram pelo menos 235 vítimas com vida; mais de 5,5 mil estão desalojados

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    GERADO EM: 27/02/2026 - 08:32

    Chuvas em Minas Gerais: 64 Mortos e 5,5 Mil Desalojados

    As chuvas intensas em Minas Gerais resultaram em 64 mortes e mais de 5,5 mil desalojados. Em Juiz de Fora, onde 58 óbitos foram confirmados, um cão foi resgatado dos escombros. A cidade vive situação crítica com rios acima do limite e novas áreas interditadas. Autoridades alertam para o risco de novos deslizamentos e destacam a importância de não retornar a áreas de risco. A Defesa Civil e outras forças atuam no resgate e suporte às vítimas.

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    Um cachorrinho chamado Pumba foi resgatado com vida de escombros em novos deslizamentos no bairro Jóquei Clube I, em Juiz de Fora, nesta quinta-feira (26). No vídeo, é possível ver o cão enterrado sob os destroços, enquanto um agente do Corpo de Bombeiros remove o entulho e retira o animalzinho, que havia ficado preso na própria casinha.

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  • São 58 óbitos confirmados em Juiz de Fora e seis em Ubá. Ao todo, 45 vítimas já foram identificadas e liberadas para as famílias. Ainda há 15 pessoas desaparecidas, 13 em Juiz de Fora e duas em Ubá. Desde o início da operação, os bombeiros atenderam 82 chamados relacionados a soterramentos e conseguiram resgatar 239 pessoas com vida.

    Os temporais voltaram a atingir Juiz de Fora entre a noite de quarta-feira e a madrugada desta quinta, agravando um cenário já crítico. O Rio Paraibuna chegou à cota máxima de quatro metros, e novas ruas foram interditadas, especialmente na região do Graminha. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu 113 milímetros na cidade apenas na quarta-feira. Com isso, o acumulado de fevereiro alcançou 733 mm — o equivalente a 4,3 vezes a média histórica esperada para o mês.

    Cãozinho Pumba é resgatado de escombros causados por novos deslizamentos

    Em pronunciamento, o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Rezende, voltou a alertar para o risco de retorno às áreas interditadas.

    — Ainda há previsão de mais chuva. Quem está em área de risco, e sabe que está em área de risco, deve sair imediatamente. Temos relatos de pessoas que já haviam deixado esses locais e estão retornando. Não façam isso. Priorizem suas vidas — afirmou.

    Em bairros como Três Moinhos, quase totalmente evacuado, equipes da Polícia Militar e da Defesa Civil seguem percorrendo as ruas com alertas por megafone. Na noite de quarta-feira, um casal de idosos foi retirado de casa após vizinhos acionarem as autoridades. Inicialmente resistentes, eles acabaram convencidos a deixar o imóvel.

    A dimensão social da tragédia também aumentou. Segundo o novo balanço, 253 pessoas estão desabrigadas — acolhidas em abrigos públicos em Juiz de Fora — e 5.510 estão desalojadas: 3.500 em Juiz de Fora, 1.200 em Ubá e 810 em Matias Barbosa.

    A mobilização estadual envolve equipes da Defesa Civil, bombeiros, polícias Militar e Civil, além de reforços na saúde e na assistência social. Maquinário pesado atua na desobstrução de vias, enquanto psicólogos e assistentes sociais acompanham as famílias atingidas.

    Apesar do avanço no restabelecimento de serviços essenciais, o risco permanece elevado. Estudos federais classificam Juiz de Fora com grau alto para deslizamentos, e as autoridades reforçam que qualquer novo volume de chuva pode provocar novos desmoronamentos em encostas já encharcadas.

    — O risco ainda existe. Por isso, reforçamos: não retornem às áreas interditadas — reiterou Rezende.