Influenciador poligâmico é impedido de ser padrinho e critica preconceito: 'Confundem escolha de vida com caráter'
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Influenciador poligâmico é impedido de ser padrinho e critica preconceito: 'Confundem escolha de vida com caráter'

Influenciador relatou constrangimento ao ser rejeitado por sua escolha de vida e defende abertura para diferentes relacionamentos

Por O Globo — Rio de Janeiro

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    GERADO EM: 27/02/2026 - 10:17

    Influenciador poligâmico critica igreja por veto como padrinho

    Arthur O Urso, influenciador poligâmico, criticou a decisão de uma igreja que o impediu de ser padrinho de uma criança devido ao seu estilo de vida. Ele relata o constrangimento e destaca que, apesar de viver relações consensuais, enfrenta preconceito frequente. Arthur vê o episódio como polifobia e defende que a diversidade afetiva seja mais debatida, apontando que escolhas de vida não devem ser confundidas com caráter.

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    O influenciador Arthur O Urso, de 37 anos, conhecido por viver relacionamentos poligâmicos de forma aberta, afirmou que foi impedido de apadrinhar o filho de um amigo após a igreja ser informada sobre seu estilo de vida. Segundo ele, o convite partiu da família da criança, mas acabou barrado poucos dias antes da cerimônia.

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  • Arthur contou que recebeu a notícia com surpresa e constrangimento. "Meu amigo queria muito que eu fosse padrinho, mas disseram que, por eu viver com mais de uma mulher, eu não seria o exemplo ideal dentro da Igreja. Foi constrangedor", relatou.

    O influenciador explicou que não questiona a fé de ninguém, mas percebeu no episódio mais um sinal do preconceito que enfrenta por suas escolhas afetivas. "Eu não estou falando de traição ou coisa escondida. Tudo é consensual. Mesmo assim, parece que a palavra 'poligamia' já fecha portas automaticamente", afirmou.

    Segundo Arthur, o caso é apenas mais um exemplo da polifobia da qual sofre com frequência. "Não é a primeira vez que algo assim acontece. Já perdi contratos, já deixaram de me convidar para eventos e já ouvi que eu 'não combino' com certos ambientes. A pessoa nem me conhece, mas já me julga", disse.

    Ele acrescentou que o preconceito não se restringe a homens ou a ambientes religiosos. "Tem muita mulher que me critica também. Às vezes apoiam a liberdade, mas quando veem um relacionamento não monogâmico na prática, a reação muda. Parece que o discurso é moderno, mas o limite é curto", observou.

    Apesar da situação, Arthur garantiu não guardar ressentimentos. "Eu respeito a igreja e entendo que cada instituição tem suas regras. Só acho que as pessoas confundem escolha de vida com caráter", declarou.

    Para o influenciador, tornar o episódio público é uma forma de abrir debate sobre diversidade afetiva. "Se meu estilo de vida incomoda tanto, talvez o problema não seja o amor em si, mas o medo de sair do padrão", finalizou.