Impeachment do Casares: Conselheiro do São Paulo explica mudanças
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Impeachment do Casares: Conselheiro do São Paulo explica mudanças

Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, convocou uma entrevista coletiva, nesta sexta-feira (9), para comentar sobre a votação do impeachment de Julio Casares, presidente do clube. Ele explicou as mudanças recentes, que envolveram data, quórum para aprovação e mais regras da votação.

Sobre o adiamento da votação, que seria no dia 14/1 e foi para o dia 16/1, Olten explicou que isso aconteceu por causa do estatuto: "A data foi alterada porque foi alterado o embasamento da convocação. Isso me obriga a fazer um novo edital. Dentro do estatuto, precisa de 8 dias de antecedência quando muda. Por isso foi alterada".

Em relação ao quórum necessário para aprovar o impeachment, Olten também culpou um problema do estatuto. Ele disse que dois artigos tratavam sobre o mesmo termo: "Em direito, prevalece a norma que é mais favorável à pessoa que está respondendo ao inquérito". Dessa forma, o impeachment só será aprovado com 75% dos votos. Por enquanto a estimativa é que metade dos conselheiros é a favor do impeachment.

Olten também determinou que o voto será presencial e secreto. Questionado sobre isso, ele disse que o resultado seria questionado com votação secreta ou não. Mas prometeu que isso não vai causar uma judicialização da reunião. "No estatuto está claro que o voto presencial e secreto é uma das formas que podemos exercer. A chance de judicialização é zero. Não tem a menor condição disso acontecer".

Quando foi questionado sobre as investigações da polícia e do Ministério Público, Olten disse que não teve acesso aos inquéritos, que ocorrem sob segredo de Justiça. Mas afirmou que um desses casos, dos camarotes, está com investigação avançada pelo Conselho de Ética do São Paulo: "a sindicância já está pronta. Ela só não pode ser revelada, porque ainda corre em segredo. É uma sindicância bastante tensa e espero que em breve nós tenhamos o resultado. E as oportunidades de defesa serão dadas aos acusados".

Olten foi aliado de Casares na eleição para presidente do clube e por isso é muito questionado nesse processo de impeachment. Recentemente, em um jogo da Copinha, um torcedor levou uma faixa pedindo para ele não ser covarde. Ele respondeu nesta sexta: "Quem me conhece sabe que não sou, tanto que estou conversando com vocês (jornalistas). Fui aconselhado a não dar essa coletiva. Mas tenho obrigação de dar satisfação para a torcida. Pusemos o tema pra votar e vai ser votado. Nunca deixei de responder a nada que me foi questionado. E a esse torcedor que pediu para eu não ser covarde, garanto que não serei".