Michelle vê campanha 'restringida e prejudicada' com regras impostas por Moraes para visitas de parentes a Bolsonaro
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Michelle vê campanha 'restringida e prejudicada' com regras impostas por Moraes para visitas de parentes a Bolsonaro

Ministro autorizou que os encontros ocorram às quartas-feiras e sábados, durante as manhãs e tardes, por duas horas

11/09/2026 18h21 Atualizado 11/09/2026 18h27

A candidata ao Senado Michelle Bolsonaro (PL-DF) se manifestou sobre as regras impostas por Alexandre de Moraes para visitas de parentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar. A ex-primeira-dama afirmou nesta sexta-feira que sua campanha eleitoral foi "restringida e prejudicada" pela determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

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  • Na quinta-feira, Moraes atendeu a um pedido da defesa de Bolsonaro e autorizou visitas de parentes do ex-presidente quando Michelle não estiver em casa. Elas, porém, só poderão ocorrer às quartas-feiras e aos sábados, em uma das três faixas de horário estabelecidas: das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h.

    Moras autorizou visitas permanentes de Renato Bolsonaro, irmão do antigo chefe do Executivo, além dos sogros Vicente de Paulo Reinaldo e Maisa Torres Antunes, e das cunhadas Geovanna Kathleen e Suyane Lanuze Lima.

    "A medida tem por finalidade assegurar a presença de familiares próximos na residência durante os períodos de ausência da esposa do Peticionário (Bolsonaro), sem prejuízo da observância das condições de fiscalização e das demais medidas cautelares vigentes", afirmou Moraes na decisão.

    Em nota, Michelle definiu a medida como "restritiva" e afirmou que ela "não corresponde ao que foi solicitado na petição".

    "Com essa decisão, também os atos de campanha da candidata ao Senado continuam restringidos e prejudicados", diz a nota.

    Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, com regime inicial fechado, por tentativa de golpe de Estado. Moraes autorizou a prisão domiciliar temporária em 24 de março, após problemas de saúde, e manteve a medida em decisão de 3 de julho, preservando as cautelares anteriormente impostas.

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