Moraes diz que Mendonça fez "escolha seletiva" em caso que o envolve e pede a Fachin julgamento conjunto
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Moraes diz que Mendonça fez "escolha seletiva" em caso que o envolve e pede a Fachin julgamento conjunto

O ministro do Supremo ‌Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes encaminhou ofício nesta sexta-feira a Edson Fachin, presidente da corte, afirmando que o colega de toga André Mendonça promoveu uma retirada parcial ⁠do sigilo dos processos envolvendo o Banco ‌Master e seus desdobramentos, acusando-o de ter feito uma "escolha seletiva" dos documentos e ‌ações que vieram a ‌público. 

No ofício, em que argumenta que ⁠180 documentos relacionados ao tema permanecem sob sigilo, Moraes pede que sejam levados a plenário os dois lados da controvérsia que ocupa o centro da crise instalada ‌no STF: tanto a petição em que Mendonça ‌determinou a ⁠apuração de ⁠supostas mensagens entre o dono do banco Master, ⁠Daniel Vorcaro, e ‌Alexandre de Moraes, ‌entre outros, quanto a petição em que Moraes aponta suposta conduta irregular de Mendonça ao conduzir a investigação.  

"Ao cumprir ⁠parcialmente a decisão de Vossa Excelência, o ministro André Mendonça, diretamente interessado no julgamento de ambas as PETs... selecionou subjetivamente o levantamento do ‌sigilo, tornando público somente o que entendeu conveniente", disse Moraes no ofício desta sexta-feira.

Ao ⁠pedir o imediato levantamento de "todo e qualquer sigilo" dos procedimentos relacionados, Moraes argumenta que tal medida evitaria a "escolha seletiva e direcionamento subjetivo", garantindo assim, argumenta, "total isonomia e o respeito ao devido processo legal". 

Para Moraes, a análise separada das duas petições, combinada ao que classificou como uma divulgação seletiva de documentos, "obstaculiza gravemente a análise probatória".

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