Manifestação de 7 de Setembro na Avenida Paulista reúne candidatos ao governo de São Paulo, Rio e Paraná
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Manifestação de 7 de Setembro na Avenida Paulista reúne candidatos ao governo de São Paulo, Rio e Paraná

Entre Douglas Ruas, Tarcísio de Freitas e Sergio Moro, apenas o governador paulista discursou

07/09/2026 17h59 Atualizado 07/09/2026 17h59

A manifestação de 7 de Setembro na Avenida Paulista, promovida pelo senador Flávio Bolsonaro, candidato a presidente pelo PL, reuniu três candidatos aos governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Entre Tarcísio de Freitas (Republicanos), Douglas Ruas (PL) e Sérgio Moro (PL), apenas o governador paulista discursou.

Apesar de ser um evento de campanha, o grande mote da manifestação foi o tom crítico ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em sua fala, mais moderada do que na comparação com o mesmo evento do ano passado, Tarcísio citou Alexandre de Moraes, mas se limitou a dizer que as últimas revelações da ligação dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro deveriam ser explicadas.

– As últimas revelações sobre o Moraes, sobre o Supremo, precisam de resposta. Quando há dúvida acerca da conduta e o exercício da magistratura, uma resposta institucional precisa ser dada. Está na hora do tribunal se unir para dar apurar e dar a resposta que a sociedade precisa. A gente precisa relembrar de uma máxima: absolutamente ninguém está acima da lei, ninguém está acima da Constituição. Banqueiro, senador, ministro, governador e presidente nenhum está acima da Constituição. Todos precisam se submeter à lei. Deveria ter uma frase em cada gabinete em Brasília, o preço da grandeza é a responsabilidade. Se você quer ter grandeza, preste contas, não tenha medo, esclareça. Isso é fundamental neste momento – falou Tarcísio.

Já Ruas, que não discursou, aproveitou o evento em São Paulo para produzir material para as redes e para a campanha, incluindo uma gravação com Tarcísio.

"O governador @tarcisiogdf mostra na prática o caminho da transformação que a gente quer e precisa para o Estado do Rio. Lado a lado, reafirmamos o compromisso com um Brasil de trabalho, ordem, desenvolvimento e liberdade. Para quem ama a nossa terra e não desiste de ver o Rio avançar de verdade!", postou Ruas.

O senador Sergio Moro, que concorre ao cargo de governador do Paraná, subiu ao caminhão de som, mas ficou distante dos personagens que discursaram, como Tarcísio, Flávio e o pastor Silas Malafaia. Enquanto ocorriam falas, discursos e protestos contra Moraes, Moro gravava vídeos e respondia a acenos do público que o reconhecia no alto do caminhão.

Tarcísio pede eleição de senadores aliados

Ao lado de Flávio, Tarcísio disse que é preciso "eleger senadores comprometidos com o Brasil" e pediu votos para os candidatos em sua chapa em São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). A disputa ao Senado no estado está acirrada e tem Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), candidatas da esquerda, numericamente a frente dos postulantes da direita, segundo as pesquisas recentes.

Fazendo coro com outros que discursaram antes, o governador disse que o Senado precisa "se impor" e "cumprir o seu papel", mas evitou falar em impeachment de ministros e fazer críticas mais duras a integrantes da Corte.

– São Paulo precisa fazer sua parte e não pode eleger senadores de esquerda, senadores comprometidos, de direita, porque o Senado precisa agir, o Senado precisa se impor. Se o Senado não fiscalizar e cumprir o seu papel, o nosso sistema de freios e contrapesos vai ruir, e vamos ver a mais covarde das ruínas, que é a ruína da omissão – disse.

Tarcísio também exaltou Flávio, dizendo que "Deus levanta homens", agradeceu a Jair Bolsonaro e criticou o presidente Lula (PT).

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