Endereço de Cláudio Castro é alvo de busca da PF
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Endereço de Cláudio Castro é alvo de busca da PF

Agentes da Polícia Federal (PF) cumprem, nesta sexta-feira, 14, mandados de busca e apreensão em uma casa ligada ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), em Petrópolis. A ação faz parte da segunda fase da Operação Sem Refino, deflagrada para investigar suspeitas de crimes relacionados à comercialização de combustíveis.

De acordo com a PF, a nova fase da operção busca esclarecer suspeitas de fraude na concessão de licenças ambientais para uma refinaria, a Refit, supostamente realizada à revelia das diretrizes estabelecidas pelos órgãos técnicos competentes. A investigação também apura a possível utilização de mecanismos de lavagem de dinheiro relacionados ao esquema.

Em mensagem à agência Reuters, o advogado Carlo Luchione, que representa o ex-governador, disse que Castro não ocupa mais um imóvel na região ‌serrana. "Ele não tem casa na Serra. A que ele ‌tinha, que já ⁠está noticiada, ⁠é uma que ele rescindiu o contrato de aluguel quando ⁠terminou o governo. ‌Em fevereiro ou ‌março, se eu não me engano. Ele está em casa, está normal, não teve busca para ele, nada", afirmou o advogado.

Em nota enviada ao Terra, a defesa do ex-governador negou qualquer participação em irregularidades envolvendo a Refit. A defesa disse ainda que desconhece o conteúdo integral da denúncia e dos elementos que fundamentaram a operação e aguarda que os advogados tenham acesso aos autos para se manifestar de forma mais detalhada.

"Todos os atos praticados durante sua gestão seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação. A gestão Cláudio Castro foi, inclusive, a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos realizasse pagamentos de dívidas com o Estado do Rio de Janeiro, em montante próximo de R$ 1 bilhão", diz trecho da nota.

Autorização de Moraes

Segundo a PF, estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações apuram possíveis crimes de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica.

A operação ocorre no contexto de uma determinação do STF durante o julgamento da ADPF 635/RJ, conhecida como ADPF das Favelas. Entre as medidas determinadas pela Corte está a realização, pela PF, de investigações sobre a atuação de grupos criminosos organizados no estado do Rio de Janeiro e suas eventuais conexões com agentes públicos.

Fase anterior

A primeira fase da Operação Sem Refino, deflagrada em 15 de maio, teve como alvos, além do ex-governador do Rio, o empresário Ricardo Magro, dono da Refit. Ele foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, lista que reúne alguns dos criminosos mais procurados do mundo.

Até o momento, a PF não informou detalhes sobre o que foi apreendido na nova fase da operação no endereço ligado a Cláudio Castro nem sobre o grau de envolvimento do ex-governador nos crimes investigados. 

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