'Ele já chegou a quase enforcar três meninas': mulheres trans que vivem da prostituição em Niterói dizem que homem exige R$ 120 por semana de cada uma
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'Ele já chegou a quase enforcar três meninas': mulheres trans que vivem da prostituição em Niterói dizem que homem exige R$ 120 por semana de cada uma

Suspeito diz ter ligações com agentes públicos e milicianos; denúncias levaram vereadora Benny Briolly a acionar o MP e comissões de direitos humanos

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    GERADO EM: 30/01/2026 - 19:35

    Mulheres trans de Niterói denunciam extorsão e ameaças na prostituição

    Mulheres trans em Niterói denunciam um homem que exige R$ 120 por semana para permitir que trabalhem na prostituição, ameaçando e agredindo quem não paga. O suspeito alega ligação com milicianos e agentes públicos, aumentando o medo das vítimas. A vereadora Benny Briolly acionou o MP e comissões de direitos humanos para investigar o caso, visando proteção e justiça para as denunciantes.

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    • Acusado de matar 18 pessoas: Traficante é preso em casa onde mantinha família em cárcere privado em Niterói
    • Motos roubadas: Ponto de desmanche é encontrado pela polícia em Niterói; vídeo

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  • — Ele estaciona o carro perto da gente, ameaça, agride. Já chegou a quase enforcar meninas que não tinham o valor exigido. A rua é meu meio de subsistência. É dali que tiro dinheiro para viver. Mas estou exausta dessa situação. Ele afirma que, por não fazer os pagamentos exigidos, estou impedida de trabalhar na rua — relata uma mulher trans que trabalha há oito anos na região central de Niterói e hoje está afastada das ruas por medo de represálias.

    — O indivíduo é bem agressivo. E não se intimida com a presença da polícia — afirma outra mulher trans.

    Segundo as denúncias, o homem não apenas faz as cobranças, como também decide quem pode ou não trabalhar no local, expulsando quem se recusa a pagar. As mulheres afirmam ainda que ele costuma ostentar arma de fogo e dizer que não teme a presença policial, alegando ter ligação com agentes públicos. Algumas dizem já ter visto o homem nas imediações de delegacias, usando essa suposta proximidade com autoridades como forma de intimidação.

    Denúncia ao Ministério Público

    Denúncia ao Ministério Público

    As denúncias indicam ainda que o esquema ultrapassa a prostituição em si, com indícios de associação a outros crimes. A menção recorrente a possíveis vínculos com agentes do poder público e com milicianos elevou o grau de preocupação das vítimas, que temem retaliações.

    Diante da gravidade dos relatos, a vereadora Benny Briolly (PSOL) formalizou uma denúncia ao Ministério Público para que o caso seja investigado. Segundo a parlamentar, o objetivo é garantir que o MP acompanhe de perto as apurações, responsabilize eventuais envolvidos e assegure proteção às denunciantes.

    — Estamos falando de denúncias extremamente graves, que vão muito além da prostituição. Há relatos que associam essa exploração a outros crimes sérios, inclusive com indícios de ligação com o crime organizado. É fundamental que o Ministério Público acompanhe cada passo dessa investigação — afirmou Benny.

    A vereadora também informou que irá oficiar a delegacia responsável para que o caso seja acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos e da Mulher da Câmara Municipal. Segundo ela, a intenção é garantir que as investigações avancem com rigor e que as vítimas recebam acolhimento institucional.

    Benny Briolly ressaltou ainda que, em um contexto de exclusão histórica do mercado formal de trabalho, muitas mulheres trans veem na prostituição a única alternativa de sustento. Por isso, segundo a parlamentar, situações de exploração e violência exigem resposta rápida do poder público.

    A Comissão de Direitos Humanos de Niterói, segundo a vereadora, também deve atuar no acompanhamento do caso, mobilizando recursos institucionais e cobrando providências das autoridades responsáveis, enquanto as mulheres aguardam medidas que garantam segurança para voltar a trabalhar sem medo.

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  • Niterói (RJ)