Caso Bruno e Dom: Julgamento dos acusados de mortes será transferido para Manaus, decide Tribunal Federal
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Caso Bruno e Dom: Julgamento dos acusados de mortes será transferido para Manaus, decide Tribunal Federal

Transferência para a capital tem como objetivo garantir maior independência aos jurados

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    GERADO EM: 04/02/2026 - 15:27

    Julgamento dos Acusados pela Morte de Bruno e Dom será em Manaus

    CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO

  • Bruno e Dom: 'Investigações estão encerradas, agora é o julgamento dos acusados’, diz procurador do MPF responsável pelo caso
  • Ao pedir o desaforamento, o MPF sustentou que a manutenção do julgamento em Tabatinga comprometia a duração razoável do processo.

    — O objetivo do MPF ao pedir o desaforamento, a transferência do julgamento de Tabatinga para Manaus, foi para garantir celeridade ao processo, para que os executores sejam julgados pelo Tribunal do Júri o mais rápido possível — explicou o procurador da República em Tabatinga Guilherme Diego Rodrigues Leal, autor do recurso acolhido pelo TRF1.

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    Agentes da PM do Amazonas participam da busca pelos corpos de Dom Phillips e Bruno Pereira, em Atalaia do Norte — Foto: Victor Moriyama / The New York Times

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    Agentes da PM do Amazonas participam da busca pelos corpos de Dom Phillips e Bruno Pereira, em Atalaia do Norte — Foto: Victor Moriyama / The New York Times

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    Barco com policiais e bombeiros partem para o trabalho de busca do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, no porto da cidade de Atalaia do Norte, Amazonas. — Foto: João LAET / AFP

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    Cartão do plano de saúde do indigenista Bruno Pereira, desaparecido no Vale do Javari — Foto: Polícia Federal

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    Perito da Polícia Federal examina um barco apreendido pela Força Tarefa para o resgate de Bruno e Dom Phillips. — Foto: João LAET / AFP

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    Peritos da Polícia Federal examinam um barco apreendido em Atalaia do Norte. Força tarefa investiga sinais de escavações em uma área próxima ao local onde jornalista e indigenista foram vistos pela última vez. — Foto: JOAO LAET / AFP

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    Policiais federais isolam a área onde foram achados os pertences de Bruno Pereira, indigenista desaparecido no Vale do Javari — Foto: PF

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    Aeronaves do Exército estão sendo usadas nas buscas pelo indigenista da Funai, Bruno Araújo e o correspondente britânico Dom Phillips, desaparecidos na Amazônia desde domingo (5) — Foto: Comando Militar da Amazônia / AFP

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    Militares brasileiros realizam buscas com embarcações ao longo da bacia do Rio Amazonas — Foto: Comando Militar da Amazônia / AFP

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    Militares brasileiros realizam buscas com embarcações ao longo da bacia do Rio Amazonas — Foto: Comando Militar da Amazônia / AFP

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    Bote de patrulha de equipe que procura Dom Phillips e Bruno Pereira no Rio Itaquari, em Atalaia do Norte — Foto: JOÃO LAET / AFP

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    Missão de busca e resgate acontece na região da Amazônia próximo à fronteira com o Peru — Foto: Comando Militar da Amazônia / AFP

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    Aeronaves do Exército estão sendo usadas nas buscas pelo indigenista da Funai, Bruno Araújo e o correspondente britânico Dom Phillips, desaparecidos na Amazônia desde domingo (5) — Foto: Comando Militar da Amazônia / AFP

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    Suspeito conhecido como Pelado é preso pela Polícia Federal por suposto envolvimento no desaparecimento de Dom Phillips e Bruno Pereira | — Foto: Reprodução do blog Míriam Leitão

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    Com a decisão do tribunal, as ações penais relativas aos executores voltam a tramitar separadamente, o que deve permitir o prosseguimento do julgamento de Amarildo da Costa Oliveira e Jefferson da Silva Lima de forma mais ágil.

    Ainda não há data definida para a realização do júri, mas, com o desaforamento, o processo passa a tramitar em Manaus, ficando apto ao início da fase de julgamento.

    — Levar o julgamento do Tribunal do Júri de Tabatinga para Manaus foi uma conquista do Ministério Público Federal e da sociedade. A mudança garante um ambiente mais sereno, distante das pressões locais que influenciam o contexto social de Tabatinga, além de maior celeridade processual. Seguidos todos os trâmites do processo penal, os executores de Bruno e Dom serão, em breve, levados a julgamento pelo Tribunal do Júri — afirma ao GLOBO o procurador da República responsável pelo caso, Dr. Guilherme Diego Rodrigues Leal.

    Entenda o caso

    Entenda o caso

    Servidor licenciado da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Bruno era alvo constante de ameaças pelo trabalho que vinha fazendo junto aos indígenas contra invasores na região, pescadores, garimpeiros e madeireiros. Ele estava acompanhado de Dom, que havia ido à região produzir reportagem sobre a região, que concentra a maior quantidade de indígenas isolados do mundo.

    A PF investigou se havia um esquema de lavagem de dinheiro para o narcotráfico por meio da venda de peixes e animais capturados pela quadrilha. Bruno Pereira teria descoberta o caso, o que contrariou o interesse de "Colômbia", que tem dupla nacionalidade brasileira e peruana. Segundo as investigações, ele recorria à venda dos animais para lavar o dinheiro da droga, que era produzida no Peru e na Colômbia e vendida a facções criminosas no Brasil. Há suspeita de que ele teria ordenado a um dos executores da dupla colocar a “cabeça de Bruno a leilão”.

    Apontado como mandante do crime, Ruben Dario Villar, o Colômbia, terá suas primeiras audiências a partir do dia 9 de fevereiro, em Tabatinga. Ainda é a primeira fase do julgamento, não se trata ainda de plenário do júri, como os demais acusados.

  • Manaus (AM)