Ataques israelenses deixam ao menos 20 mortos, incluindo crianças e mulheres, em um dos dias mais violentos desde o cessar-fogo em Gaza
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Ataques israelenses deixam ao menos 20 mortos, incluindo crianças e mulheres, em um dos dias mais violentos desde o cessar-fogo em Gaza

Este é o mais recente episódio de violência a minar a trégua no enclave

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    GERADO EM: 04/02/2026 - 16:58

    Conflito em Gaza: Ataques israelenses deixam 20 mortos em dia de violência

    Em um dos dias mais violentos desde o cessar-fogo, ataques israelenses na Faixa de Gaza deixaram ao menos 20 mortos, incluindo crianças e mulheres. As Forças Armadas de Israel alegam ataques de precisão após serem alvejadas por "terroristas", enquanto o Hamas acusa Israel de violar a trégua. A violência persiste, com acusações mútuas entre Israel e Hamas sobre a quebra do acordo. (Com AFP)

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    Pelo menos 20 pessoas morreram nesta quarta-feira em uma série de ataques das Forças Armadas de Israel (IDF, na sigla em inglês) na Faixa de Gaza, incluindo três crianças e seis mulheres, segundo a Defesa Civil do território, controlada pelo Hamas, mas agências internacionais reportaram entre 20 e 25 mortos. O Exército israelense afirmou que efetuou "ataques de precisão" depois que "terroristas abriram fogo" contra seus soldados, deixando um militar ferido. Este é o mais recente episódio de violência a minar a trégua no enclave.

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  • Em comunicado, as IDF afirmaram que o ataque ocorreu perto da Linha Amarela, no norte do enclave, onde estão posicionadas forças israelenses, e que constitui uma "violação flagrante" do acordo de cessar-fogo. O Hamas, por sua vez, acusou Israel de usar o tiroteio como "um pretexto frágil para justificar a continuação dos assassinatos e da agressão contra o nosso povo".

    Embora a trégua negociada pelos Estados Unidos tenha entrado na segunda fase em janeiro, a violência prossegue em Gaza, onde Israel e Hamas trocam acusações sobre violações quase diárias.

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    Segundo a rede britânica BBC, o hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza, informou ter recebido os corpos de 13 pessoas, incluindo cinco crianças, que foram mortas quando tendas de famílias deslocadas nos bairros de Zeitoun e Tuffah, no leste, foram atingidas. Já o hospital Nasser, em Khan Younis, informou que quatro pessoas, incluindo uma criança, foram levadas para lá após dois sucessivos ataques a tendas na região sul de Qizan Rashwan. Outras duas crianças e um paramédico foram mortos posteriormente na área costeira de al-Mawasi, a sudoeste de Khan Younis. Ou seja, de acordo com a BBC, oito crianças morreram em Gaza nesta quarta-feira.

    Os ataques, que tiveram como alvo a Cidade de Gaza e Khan Younis, ocorrem poucos dias após Israel reabrir, de forma muito limitada, a passagem fronteiriça de Rafah entre Gaza e o Egito, a única saída para os habitantes do enclave sem a necessidade de entrar no território israelense. Segundo a agência Reuters, após a ofensiva, a passagem foi interrompida. Mas algumas horas depois, pacientes palestinos foram novamente instruídos a se prepararem para atravessar a fronteira.

    O Cogat, o órgão do Ministério da Defesa israelense que controla o acesso a Gaza, afirmou que a passagem de Rafah permanece aberta, mas que ainda não recebeu da Organização Mundial da Saúde os detalhes de coordenação necessários para facilitar a travessia. Ouvida pela Reuters, uma autoridade egípcia disse que Israel havia citado problemas de segurança na área de Rafah como motivo para o fechamento.

    A reabertura da passagem era uma das exigências do acordo de cessar-fogo. Dezesseis pacientes de Gaza e 40 de seus acompanhantes cruzaram a fronteira para o Egito na terça-feira.

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  • No último domingo, mais de 30 pessoas foram mortas em ataques israelenses em Gaza. Os militares de Israel afirmaram que lançaram esses ataques depois que homens armados saíram de um túnel na área de Rafah, além da Linha Amarela.

    O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou que mais de 550 pessoas foram mortas por disparos israelenses desde que o cessar-fogo entrou em vigor, em 10 de outubro.

    (Com AFP)

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