Sem María Corina Machado e com Delcy Rodríguez como presidente interina, EUA buscam evitar a instabilidade de uma mudança total de regime.
A Venezuela começou a libertar cidadãos americanos presos nesta terça-feira, 13, informou um funcionário do governo dos Estados Unidos.
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“Damos as boas-vindas à libertação de americanos detidos na Venezuela. Este é um passo importante na direção certa por parte das autoridades interinas”, disse o funcionário do Departamento de Estado, sob condição de anonimato.
O número, entretanto, não foi revelado. Na segunda, o governo da presidente interina, Delcy Rodíguez, anunciou a libertação de 116 presos políticos como parte de um lento processo de solturas divulgado na semana passada, após o bombardeio dos Estados Unidos e a captura do ditador Nicolás Maduro.
A oposição e ONGs especializadas, no entanto, relatam números inferiores. Familiares permanecem angustiados dia e noite em frente às prisões, na esperança de estarem entre os beneficiados.
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O Ministério do Serviço Penitenciário informou, em comunicado, que “essas medidas beneficiaram indivíduos privados de liberdade por atos associados à perturbação da ordem constitucional e a atentados contra a estabilidade da nação”.
A ONG Foro Penal alega que, durante a madrugada de segunda, 24 foram soltos, sendo dois italianos. A oposição comunicou ainda a libertação de uma liderança da juventude.
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Grupos de direitos humanos estimam que haja entre 800 e 1,2 mil presos por razões políticas na Venezuela. O presidente americano, que afirma estar “no comando” do país após depor Maduro, elogiou o processo de libertações, classificando-o como realizado “em grande estilo”./Com informações da AFP