O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, aceitou o convite para integrar o “Conselho da Paz” do presidente Donald Trump, anunciou o gabinete do premiê na manhã desta quarta-feira, 21.
PUBLICIDADE
A participação de Netanyahu era incerta. Na semana passada, quando o americano divulgou a criação do conselho executivo, o israelense se opôs ao anúncio de Trump de que o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, e o diplomata do Catar, Ali Al Thawadi, estariam no grupo.
As relações entre a Turquia e Israel foram afetadas desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2013, após um ataque do Hamas contra Israel.
Um comitê independente de 15 tecnocratas palestinos também foi formado para supervisionar a administração diária de Gaza, como parte da segunda fase de um plano de trégua anunciado por Trump em outubro. Liderado por Ali Shaath, natural de Gaza e ex-vice-ministro da Autoridade Palestina, a delegação deu início esta semana, no Cairo, aos trabalhos preliminares.
Publicidade
Dezenas de países e líderes dizem ter recebido o convite, tanto aliados quanto adversários dos EUA. A França, parceira de longa data de Washington, afirmou que não participará.
O conselho foi criado para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza no pós-guerra, mas função pode não se limitar ao território palestino. Para se tornarem participantes permanentes do grupo, que enseja preservar a estabilidade global, os integrantes terão que pagar até US$ 1 bilhão.
O conselho será presidido pelo próprio Trump, que também deve atuar como representante dos Estados Unidos. /Com informações de AFP
Leia mais:
Netanyahu diz que deseja dispensar a ajuda militar dos EUA no prazo de 10 anos
Netanyahu diz que deseja dispensar a ajuda militar dos EUA no prazo de 10 anos
Pentágono planeja reduzir presença dos EUA na Otan, diz jornal
Pentágono planeja reduzir presença dos EUA na Otan, diz jornal