Correios reabrem inscrições para Plano de Desligamento Voluntário
politica

Correios reabrem inscrições para Plano de Desligamento Voluntário

Como a estatal, que era lucrativa, agora precisa de um socorro de R$ 20 bilhões para fechar as contas. Crédito: Gustavo Côrtes

BRASÍLIA - Os Correios anunciaram a reabertura das inscrições para o Plano de Desligamento Voluntário (PDV), iniciativa que integra o Plano de Reestruturação da estatal. No fim do ano passado, o presidente da empresa, Emmanoel Rondon, afirmou que a primeira fase do plano visa recuperar o caixa até março de 2026.

PUBLICIDADE

Outra inovação é a ampliação do público elegível: poderão participar profissionais de qualquer idade que ainda não tenham completado 75 anos até a data do desligamento.

Para aderir ao PDV, é necessário possuir, no mínimo, dez anos de efetivo exercício na empresa e ter recebido remuneração por pelo menos 36 meses dentro dos últimos 60 meses.

Publicidade

A participação no programa é pessoal e voluntária. As inscrições serão abertas na próxima semana e seguirão até 31 de março. Os desligamentos serão concluídos até o fim de maio.

“Com o PDV 2026, os Correios buscam oferecer uma oportunidade aos empregados que desejam seguir novos caminhos pessoais e profissionais e, ao mesmo tempo, reduzir despesas com o objetivo de reequilibrar sua saúde financeira”, disse a empresa.

  • Governo escolhe funcionário de carreira do Banco do Brasil para ser o novo presidente dos Correios

  • Governo escolhe funcionário de carreira do Banco do Brasil para ser o novo presidente dos Correios

  • Após rombo bilionário, Correios abrem seleção de superintendentes para driblar indicações políticas

  • Após rombo bilionário, Correios abrem seleção de superintendentes para driblar indicações políticas

  • Estatais são o déficit da vez na fase muito difícil da área fiscal em que o País tem estado imerso

  • Estatais são o déficit da vez na fase muito difícil da área fiscal em que o País tem estado imerso

    Crise nos Correios

    De janeiro a setembro, os Correios acumulavam prejuízo superior a R$ 6 bilhões e tinham déficits recorrentes desde 2022, superiores a R$ 10 bilhões. Rondon disse que a perspectiva é de que o resultado da estatal seja “um pouco pior” em 2026 antes de uma melhora em 2027.

    No fim de 2025, a empresa pública obteve R$ 12 bilhões em empréstimo com cinco bancos, que deve durar até meados deste ano. Os Correios já haviam calculado no ano passado a necessidade de R$ 20 bilhões para o Plano de Reestruturação.

    Publicidade