Roseann Kennedy fala sobre o caso do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus, que indicou R$ 42 milhões em emendas que viraram buraco. Crédito: TV Estadão
O BRB afirmou, em nota enviada ao Estadão, que solicitou, “por meio do escritório contratado para a condução de auditoria forense, habilitação para acessar todos os procedimentos investigativos, no âmbito da Operação Compliance Zero”.
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“O Banco BRB destaca que aguarda a decisão da Justiça sobre as solicitações realizadas”, disse a instituição.
O BRB tentou comprar uma parcela do Master, mas a operação foi reprovada pelo Banco Central (BC) em setembro, após pouco mais de cinco meses de análise. Dois meses depois, em 18 de novembro, o BC determinou a liquidação extrajudicial do Master, e o controlador do banco, Daniel Vorcaro, foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF).
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No mês passado, o BRB anunciou, em fato relevante, a contratação do escritório Machado Meyer Advogados, com suporte técnico da Kroll, para conduzir uma investigação independente com o objetivo de apurar fatos mencionados na operação que possam envolver a companhia.
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Segundo o comunicado, os reportes serão feitos “a um Comitê Independente de Investigação, instaurado em 28 de novembro de 2025 por meio da Portaria Presi nº 2025/016, formado por executivos que não possuíam qualquer função no BRB - Banco de Brasília S.A. durante o período avaliado.”
A investigação da PF apontou uma série de falhas e omissões do BRB nas operações com o Master. Pouco após a liquidação extrajudicial do banco, o Conselho de Administração do BRB decidiu pedir à Justiça Federal de Brasília para ingressar como assistente de acusação na ação movida contra o Master.