Entenda na coluna de Rodrigo da Silva o motivo de uma uma tira de terra na fronteira de Israel com o Egito ser o maior empecilho para a paz no Oriente Médio. Crédito: Gabriella Lodi/Estadão
O presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 15, a criação de um “conselho de paz” para Gaza, um elemento chave da fase dois de um plano apoiado por Washington para pôr fim à guerra no território palestino.
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A criação do conselho acontece logo após o anúncio de um comitê palestino tecnocrático de 15 membros, encarregado de administrar a Faixa de Gaza no pós-guerra. Este comitê de especialistas trabalhará sob a supervisão do conselho de paz, que se espera seja presidido por Trump.
“É para mim uma grande honra anunciar que O CONSELHO DE PAZ FOI FORMADO”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social, e adicionou que os membros do órgão serão anunciados “em breve”.
“Posso dizer com certeza que é o conselho mais grandioso e prestigioso jamais reunido em qualquer momento e lugar”, afirmou Trump.
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O plano também inclui o desdobramento de uma força internacional de estabilização para ajudar a garantir a segurança de Gaza e treinar unidades selecionadas da polícia palestina.
“A bola está agora no campo dos mediadores, do garantidor estadunidense e da comunidade internacional para dar ao comitê os meios para atuar”, disse na quinta-feira em um comunicado Basem Naim, um alto dirigente do grupo terrorista Hamas.
Desmilitarizar o Hamas
Na terça, Steve Witkoff, enviado do presidente americano, disse o objetivo da nova etapa era desmilitarizar o grupo terrorista Hamas.
“Anunciamos o lançamento da Fase Dois do plano de 20 pontos do presidente para acabar com o conflito em Gaza, passando do cessar-fogo para a desmilitarização, governança tecnocrata e reconstrução”, escreveu o enviado Steve Witkoff em comunicado.
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A segunda fase começa com “a completa desmilitarização e reconstrução de Gaza, principalmente o desarmamento de todo o pessoal não autorizado”.
“Os Estados Unidos esperam que o Hamas cumpra integralmente suas obrigações, incluindo a devolução imediata do último refém morto. O não cumprimento dessas obrigações terá graves consequências”, declarou Witkoff./Com informações da AFP.