O BZRT tem 28 metros de comprimento e pode transportar até 250 pessoas. Ele é equipado com dois motores elétricos de 200 kW cada (total de 400 kW, equivalente a 540 cv) e tem oito baterias instaladas sob o piso.
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Para carregar esse conjunto, a Metro teve de instalar uma estação de abastecimento que fornece 6 megawatts de potência - um volume de energia que pode abastecer até 6 mil chuveiros simultaneamente.
Solução para o problema dos ônibus elétricos
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O case da empresa em Goiânia é interessante por viabilizar algo que tem sido visto em grandes metrópoles como principal desafio na adoção de ônibus elétricos. A Metro achou meios de estabelecer a estrutura necessária para abastecer a sua frota elétrica, que chega a 21 veículos.
Para isso, investiu na instalação de uma subestação na sua garagem. Essa unidade é considerada essencial para a estrutura de recarga de veículos pesados porque ela transforma a energia elétrica em algo, digamos, compatível com os ônibus. Na prática, ela muda a energia de média tensão que chega pelas redes de distribuição para a baixa tensão.
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Investimento compartilhado
Parece algo simples, mas é justamente este tipo de sistema que está no centro das discussões que participam as operadoras de transporte de São Paulo (SP), por exemplo. O equipamento é considerado caro, demanda alto investimento e, na capital paulista, a maior metrópole do país, ainda se discute quem vai pagar essa conta. Estado e empresas estariam em lados opostos a respeito disso.
Em Goiânia, uma espécie de consórcio com representantes privados e da esfera pública se juntou para arcar com o aporte necessário. Foram instalados na garagem da Metro 23 carregadores de 240 kW capazes de abastecer até dois veículos simultaneamente - ou seja, 46 ônibus ao mesmo tempo no total. O processo pode levar até quatro horas, segundo Ciro Lima, diretor de marketing da Nansen, a fabricante dos carregadores.
Powerbank gigante é o ‘pulo do gato’
O período de recarga pode ser longo demais para um veículo que precisa estar disponível o máximo de tempo possível. Por isso, o projeto da estação de carregamento entregue para a Metro contempla a instalação de um equipamento auxiliar chamado BESS.
Ele funciona como um powerbank - enquanto os ônibus estão na rua, o BESS recebe energia do sistema e a armazena. Quando um ônibus elétrico que precisa de recarga retorna à garagem, ele pode recorrer ao carregamento mais rápido, garantido por esse equipamento.
Além da velocidade, ele representa uma opção mais barata à instalação de novos carregadores, de acordo com a Nansen.
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