O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apoiou publicamente a candidatura de Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, à secretaria-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Foi o primeiro gesto público do presidente no sentido de endossar a candidatura de Bachelet, que presidiu o Chile de 2006 a 2010 e depois de 2014 a 2018 (o Chile não tem o dispositivo da reeleição).
Em publicação no X, antigo Twitter, Lula disse que "é com muita honra que o Brasil apoia a candidatura de Michelle Bachelet à Secretária-Geral da ONU" e que, "em oito décadas de história, é hora de a organização finalmente ser comandada por uma mulher".
Bachelet, de 74 anos, foi a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos de 2018 a 2022. Sua candidatura à secretaria-geral da ONU foi apresentada pelo Chile com o apoio do Brasil e do México. Ela também foi ministra da Saúde do Chile de 2000 a 2002 e ministra da Defesa de 2002 a 2004. Ela é filiada ao Partido Socialista do Chile.
O presidente do Chile, Gabriel Boric, anunciou a candidatura de Bachelet em sua conta no X nesta segunda-feira. Foi um de seus últimos atos como presidente chileno, já que passa o cargo ao eleito José Antonio Kast em março.
"Hoje, o Chile, junto ao Brasil e ao México, tem a honra e o orgulho de oficializar a inscrição da candidatura de Michelle Bachelet Jeria à secretaria-geral das Nações Unidas. A ex-presidente Michelle Bachelet encarna fielmente os valores da ONU e esta candidatura expressa uma esperança compartilhada: que a América Latina e o Caribe faça ouvir sua voz na construção de soluções coletivas aos tremendos desafios de nosso tempo", anunciou Boric.