Passageiros das linhas que eram operadas pela Viação Real continuam enfrentando dificuldades no primeiro dia útil após a interdição da garagem da empresa e da Transportes Vila Isabel. Mesmo com a entrada de linhas substitutas, há reclamações sobre a qualidade do serviço e o tempo de espera.
Segundo a Prefeitura do Rio, o Consórcio Intersul, ao qual as empresas pertencem, assumiu 60% das operações deixadas pelas viações. As linhas passaram a operar com nova numeração, já que a manutenção dos antigos números implicaria a herança de dívidas trabalhistas.
Nesta segunda-feira (2), começaram a circular a linha SV319, no lugar da 309, no trajeto Central do Brasil–Terminal Alvorada, e a 164, substituindo a 163, entre o Terminal Gentileza e o Leme. Usuários relataram demora na chegada dos ônibus e falta de informações, inclusive nos aplicativos.
Outras cinco linhas já estavam em operação, substituindo itinerários da Real e da Vila Isabel. A linha 160, que assumiu o trajeto da antiga 110 entre o Terminal Gentileza e o Leblon, vinha sendo alvo de críticas, mas alguns passageiros afirmam que o serviço apresenta melhora gradual.
Além das sete linhas já criadas, a Prefeitura informou que uma oitava linha, a 536, que fará o trajeto Rocinha–Leme, deve começar a operar nas próximas semanas.
Funcionários das empresas interditadas fizeram uma manifestação nesta segunda-feira (2). Eles afirmam que enfrentam atrasos salariais, falta de pagamento de benefícios e rescisões trabalhistas após a suspensão das atividades.
A interdição da garagem ocorreu no sábado (31). De acordo com a Prefeitura, 99% dos 250 ônibus da frota das empresas foram reprovados na vistoria anual. O município determinou ainda a retomada imediata de quatro linhas que estavam inativas e informou que a Mobi-Rio pode assumir temporariamente a operação, até que haja uma nova licitação.