Moraes mantém prisão de desembargador investigado por vazamento
Alexandre de Moraes e Macário Judice Neto
Fellipe Sampaio/STF // Reprodução
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu manter a prisão preventiva do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, investigado por suposto vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, da Polícia Federal.
A decisão foi assinada nesta segunda-feira (3), após a defesa do desembargador pedir a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares.
No documento, Moraes afirmou que a prisão continua sendo “adequada, necessária e proporcional” ao caso. O ministro citou que a investigação tramita em conjunto com outro inquérito, que apura a atuação de grupos criminosos no Rio de Janeiro e possíveis conexões com agentes públicos.
A defesa argumentou que a investigação já havia sido concluída, que as provas estavam preservadas e que não havia risco à instrução processual ou possibilidade de fuga. Moraes, no entanto, afirmou que permanecem os riscos de fuga e de reiteração delitiva, sem mudanças relevantes no cenário que levou à decretação da prisão preventiva.
Macário Júdice Neto está preso desde o fim do ano passado.
Em março, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o desembargador, os ex-deputados estaduais Rodrigo Bacellar e TH Joias e outras duas pessoas por obstrução de investigação envolvendo o vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho.
O desembargador também foi denunciado por violação de sigilo funcional. Segundo a denúncia, ele teria repassado informações sobre operações policiais.
A BandNews FM tenta contato com a defesa de Macário Júdice Neto.
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