A inadimplência voltou a crescer no Paraná em fevereiro, segundo dados da Associação Comercial do Paraná (ACP), que registrou aumento no número de pessoas com dívidas em atraso tanto no estado quanto em Curitiba.
Alta atinge estado e capital
No estado, o total de CPFs com algum tipo de restrição passou de pouco mais de 3 milhões e 77 mil em janeiro para cerca de 3 milhões e 81 mil em fevereiro. O avanço de 0,13% é considerado discreto, mas indica que mais paranaenses tiveram o nome negativado.
Em Curitiba, o movimento foi um pouco mais intenso. O número de inadimplentes subiu de aproximadamente 562 mil para mais de 563 mil pessoas no mesmo período, o que representa uma alta de 0,23%, de acordo com a ACP.
Mesmo com variações pequenas, os números mostram que milhares de consumidores ainda enfrentam dificuldade para manter as contas em dia. Nas ruas da capital, muitas famílias relatam orçamento apertado e necessidade de priorizar gastos básicos.
Orçamento apertado e causas do endividamento
Entre os principais fatores apontados por consumidores estão o aumento do custo de vida, despesas inesperadas e o uso frequente do crédito para complementar a renda. Com juros elevados, o valor das parcelas cresce e amplia o risco de atraso nos pagamentos.
Segundo especialistas em finanças pessoais, acompanhar a evolução dos índices de inadimplência é importante para entender o comportamento de consumo e os reflexos na economia. Eles avaliam que oscilações mensais, mesmo pequenas, ajudam a identificar tendências e a necessidade de políticas de estímulo ou de educação financeira.
Renegociação e planejamento financeiro
Para Paulo Mourão, presidente da ACP, quem já está endividado deve buscar renegociar os débitos e reorganizar o orçamento, priorizando contas essenciais e evitando novas dívidas. A orientação é mapear todas as despesas, cortar gastos supérfluos e tentar concentrar os pagamentos em menos parcelas.
Apesar da alta discreta registrada em fevereiro, o cenário reforça a importância do controle financeiro nas famílias, especialmente em períodos de pressão sobre a renda. A avaliação de especialistas é que planejamento e renegociação antecipada podem evitar que atrasos pontuais se transformem em endividamento crônico.